Pesquisadores avaliaram como a prescrição de medicamentos não incorporados no SUS e a judicialização da saúde é abordada no curso de Medicina de uma Instituição de Ensino Superior do Estado do Espírito Santo/ES, por meio de um estudo descritivo com aplicação de questionários aos alunos e abordagem qualitativa. A pesquisa buscou avaliar a judicialização da saúde em seu ponto de partida, a prescrição médica.

O estudo identificou respostas variadas: houve defesa da importância do ensino dos protocolos do SUS e das consequências da judicialização na graduação, assim como reconhecimento dos métodos utilizados na elaboração dos protocolos e da sua adaptação ao contexto brasileiro reforçando a importância de segui-los. Por outro lado, houve também defesa da liberdade individual do médico prescritor, da individualidade de cada paciente e resistência à necessidade de justificativa das prescrições.

Os autores concluem que o corpo discente está aberto ao aprendizado da temática e propõem algumas alternativas para ampliar o ensino da judicialização da saúde nas graduações de Medicina como qualificação do corpo docente, criação de novas disciplinas ou ampliação do conteúdo de disciplinas existentes e inclusão da judicialização da saúde como eixo transversal do currículo.

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