O Ministério da Saúde incorporou ao Sistema Único de Saúde (SUS) a tecnologia de testagem molecular para detecção do vírus HPV e rastreamento do câncer do colo do útero (CCU).
Recomendada pela Organização Mundial de Saúde (OMS), a testagem é considerada o padrão ouro para detecção do CCU e integra as estratégias para eliminação deste câncer como problema de saúde pública até 2030.
A Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) considerou para esta recomendação que a possibilidade de genotipagem para estratificação de risco e a maior sensibilidade para detecção de lesões precursoras e CCU representam vantagens inerentes aos testes de HPV já incorporados. A implementação da autocoleta das amostras também foi considerada uma vantagem a ser discutida no futuro, no contexto do programa de rastreamento.
A doença é a quarta causa de óbito por câncer entre as mulheres no país, com cerca de 17 mil novos casos diagnosticados anualmente. A decisão representa um avanço nas políticas de prevenção e detecção precoce do CCU, facilitando adesão e acesso ao exame. O intervalo de rastreamento do teste molecular para a detecção do HPV, é de, no mínimo, 05 (cinco) anos, enquanto a forma atual de rastreio, por meio do exame citológico Papanicolau, deve ser realizada a cada três anos e, em caso de detecção de alguma lesão, de forma anual.
Para saber mais, acesse: Prevenção de câncer de colo de útero: Ministério da Saúde incorpora teste inovador para detecção do HPV em mulheres — Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde – CONITEC (www.gov.br)
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