A Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) aprovou a incorporação de duas novas tecnologias para prevenir complicações causadas pelo Vírus Sincicial Respiratório (VSR), uma das principais causas de infecções respiratórias graves em bebês. A medida tem como objetivo reduzir a mortalidade infantil e aliviar a pressão sobre o sistema de saúde, proporcionando maior proteção a recém-nascidos e bebês prematuros. A nova estratégia prevê a imunização ativa de gestantes e bebês vulneráveis, prevenindo milhares de internações anuais. 

O VSR é um dos principais agentes de infecções respiratórias graves em crianças pequenas, sendo responsável por uma grande parcela dos casos de bronquiolite e pneumonia. Segundo a Secretaria de Atenção Primária à Saúde (SAPS), entre 2018 e 2024, foram registradas quase 84 mil internações de bebês prematuros devido a complicações relacionadas ao vírus. Até então, a única opção de prevenção disponível no SUS era o palivizumabe, destinado a prematuros extremos e crianças com doenças pulmonares ou cardiopatias graves.

As tecnologias incorporadas incluem o nirsevimabe, um anticorpo monoclonal indicado para bebês prematuros e crianças com comorbidades, e a vacina recombinante contra o VSR, aplicada em gestantes para transferir proteção aos bebês ainda no útero. A previsão é que aproximadamente 2 milhões de bebês se beneficiem dessas medidas nos primeiros meses de vida, enquanto o anticorpo monoclonal ampliará a proteção a 300 mil crianças a mais em relação ao protocolo atual do SUS.

Confira o texto na íntegra: 

https://www.gov.br/conitec/pt-br/assuntos/noticias/2025/fevereiro/conitec-recomenda-incorporacao-de-tecnologias-para-proteger-gestantes-e-bebes-do-virus-sincicial-respiratorio