O blinatumomabe foi avaliado pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (CONITEC) para o tratamento de pacientes adultos com leucemia linfoblástica aguda (LLA) de células B, cromossomo Philadelphia negativo e que atingiram remissão completa, mas ainda apresentam doença residual mínima (DRM). O medicamento já estava incorporado para a população pediátrica com a mesma condição e a avaliação da Conitec apontou benefício clínico com ganho de sobrevida livre da doença e controle da progressão também para adultos. Com base na recomendação favorável da comissão, o Ministério da Saúde decidiu incorporar a tecnologia.
De acordo com o relatório da CONITEC, evidências disponíveis em um estudo de comparação indireta por meio de pareamento de estudos de braço único indicam com moderada certeza uma maior sobrevida livre de progressão.
Na avaliação econômica, considerando a administração por dois ciclos, a tecnologia apresentou razão de custo-utilidade incremental de R$119 mil por ano de vida ajustado por qualidade (AVAQ). Na análise de impacto orçamentário, considerando uma taxa de adoção no mercado entre 30% e 70% ao longo de cinco anos, a incorporação do medicamento representaria um impacto financeiro estimado em cerca de R$78 milhões.
Acesse o relatório na íntegra: https://www.gov.br/conitec/pt-br/midias/relatorios/2025/relatorio_blinatumomabe_drm.pdf

