Os antipsicóticos atípicos são medicamentos que atuam no sistema nervoso central, principalmente através do bloqueio equilibrado de receptores de dopamina e serotonina. Essa modulação possui como objetivo a redução dos sintomas psicóticos e comportamentais. No contexto do Transtorno do Espectro Autista (TEA), esses medicamentos são amplamente avaliados e prescritos para tratar sintomas comportamentais, como a irritabilidade, agressividade, obsessões e comportamentos repetitivos.
Uma revisão sistemática publicada em 2025 avaliou a eficácia e a segurança de medicamentos antipsicóticos atípicos para o tratamento do TEA. A revisão incluiu 17 estudos que avaliaram as seguintes intervenções e comparações:
- Risperidona versus placebo
- Aripiprazol versus placebo
- Olanzapina versus placebo
- Lurasidona versus placebo
- Risperidona versus aripiprazol
Ao todo, 1.027 crianças e adultos com TEA foram avaliados (apenas um estudo com população adulta). As análises indicaram que a risperidona ou o aripiprazol, em comparação com o placebo em crianças com TEA, podem, em curto prazo (até seis meses):
- Reduzir os sintomas de irritabilidade;
- Melhorar os sintomas obsessivo-compulsivos;
- Reduzir o discurso inadequado.
Há incertezas sobre os efeitos dos antipsicóticos atípicos na agressividade e nos eventos adversos não graves, como o aumento de peso e os efeitos indesejáveis relacionados com o movimento. As limitações metodológicas e as estimativas imprecisas dos estudos levaram à redução da confiança nos resultados.
Acesse a revisão sistemática na íntegra: https://www.cochranelibrary.com/cdsr/doi/10.1002/14651858.CD014965.pub2/full

