A hanseníase é uma doença causada pela bactéria Mycobacterium leprae e apresenta sintomas como redução da sensibilidade no rosto, nas mãos e nos pés, manchas na pele e nódulos no corpo. O diagnóstico da hanseníase pode ser realizado por meio de exame físico dermatológico e neurológico; casos com comprometimento neural são encaminhados a unidades de saúde de maior complexidade para confirmação diagnóstica.

A Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) recomendou, em junho de 2026, para a ampliação do uso do teste de detecção molecular qualitativa do Mycobacterium leprae, realizado por reação em cadeia da polimerase em tempo real (qPCR), para auxiliar no diagnóstico de casos suspeitos de hanseníase em pacientes não contactantes com lesão suspeita, avaliação clínica inconclusiva e baciloscopia negativa. 

A medida busca ampliar as ferramentas diagnósticas disponíveis e favorecer o diagnóstico e o tratamento precoces, importantes para prevenir incapacidades e reduzir a transmissão da doença. A decisão considerou também a necessidade não atendida de não contactantes com clínica suspeita e a atualização tecnológica para contactantes.    

Na análise global do relatório da Conitec, o qPCR apresentou resultados promissores para o diagnóstico da hanseníase, embora a certeza da evidência tenha sido considerada baixa ou muito baixa. Na avaliação econômica, o uso do teste representou um custo incremental estimado de R$ 77,51 por paciente avaliado. O custo acumulado estimado foi de aproximadamente R$ 458 mil no período, com previsão de 3.342 novos diagnósticos.

O relatório prevê, com a atualização do PCDT da Hanseníase, a centralização do processamento dos exames nos Laboratórios Centrais de Saúde Pública (LACENs), visando garantir maior qualidade dos resultados.

Acesse o relatório completo em:
https://www.gov.br/conitec/pt-br/midias/relatorios/2026/relatorio-de-recomendacao-no-1-124-teste-de-deteccao-molecular-qualitativa-do-mycobacterium-leprae/@@display-file/file